sábado, 15 de agosto de 2009

Amar, depois dos cinquenta anos

Depois de meio século, o amor já percorreu estradas, dobrou esquinas e optou em encruzilhadas... Já errou, já acertou, já deslizou já se arrependeu e inevitavelmente o tempo se foi. Viveu-se o amor, perdeu-se o amor, alguns pelas mãos de Deus, outros pelo enfraquecimento do viver a dois.
Hoje, esse olhar em direção ao amor continua mais lindo, pois na longa caminhada dos sentimentos, aprendemos a somar, a dividir e a multiplicar, sem chances de diminuir no conhecimento do sentimento do amor. O amor maduro chega de mansinho e se aloja em nossa vida, sem tempo para acabar. O caminhar a dois é mais sereno, a cumplicidade existe, o carinho é mais espontâneo, não nos inibimos diante do querer, a sintonia é completa e as lembranças são depositadas no álbum das saudades, que guardamos de um tempo que não volta mais.
Namorar nessa idade é carregar a ternura no olhar. O brilho é mais intenso, a vontade de acertar é mais forte.
A construção do caminhar a dois é a soma do querer, é o encontro de duas almas aplaudidas por dois corações que dividem a emoção de amar.
As pequeninas atitudes, os gestos e os detalhes são os alimentos que sustentam este amor. Viver a dois é a alegria da companhia, do chamego dengoso, dos beijos calientes e experientes, dos insinuantes olhares quando o desejo se manifesta e a promessa no olhar de que em todo amanhecer, será o mais belo bom dia entre dois seres que encontraram o amor!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Memorizando a Paz


Observando o rosto de um bebezinho recém-nascido percebemos a expressão de paz e tranqüilidade.
Em que será que ele pensa?

Como ele pode pensar em algo, se não existem fatos gravados em sua memória? Sua mente é limpa de qualquer tipo de emoção, pois nunca experimentaram emoções ou sentimentos, como alegrias ou tristezas. Tudo está por vir. Uma vida inteira começa naquele momento. Sua mente é como um lago, num dia iluminado pelo sol, embalado pela brisa suave e protegido pela montanha. Podemos comparar o sol com a alegria, calor e aconchego (porém na medida certa, pois sol demais pode causar problemas). O vento com a flexibilidade e as várias alternativas a seguir, sem deixar que se transforme num vendaval. A montanha com a segurança, a estabilidade e a oportunidade de poder visualizar o que vem pela frente.
Imaginem se apesar de nossa idade, conseguíssemos ter a sensação de paz de um bebezinho?
Então hoje quero que todos se imaginem sem problemas, na mais absoluta paz. Que tal isso?
Pense no que aconteceu ontem... Não importa se foi um fato corriqueiro, como se irritar ou se zangar enquanto esperava para ser atendido em uma fila, que demorava mais do que o necessário.
A seguir, volte um pouco mais, vá há alguns anos atrás e tente sentir as emoções de acontecimentos que marcaram sua vida.
Procure relembrar algum incidente da vida adulta, da juventude ou até da sua infância, volte a “fita” e pense... Quantas emoções estão armazenadas em nossa memória!
Bem, agora imagine deixar para trás e para sempre qualquer sentimento de raiva ou dor. Sinta-se isento de qualquer tipo de culpa. Não se deixe levar pela dramatização, podemos escolher o sentimento ou emoção. Imagine que estamos livres de compulsões e vícios. Imagine que somos capazes de não nos envolver em fofocas (independentemente da situação), colocando-nos em um nível mais elevado.
Imagine que somos tão fortes, decididos, corajosos, protetores, carinhosos, intuitivos como o sol, estáveis como uma montanha e flexíveis como o vento.
Ao nascermos passamos a fazer parte de uma natureza divina e por isso mesmo, perfeita!
Memorize o positivo. Não permita que a memória negativa mude o seu destino.
Ponha em prática, exercite, tente... Volte a ter a mente do bebezinho que já fomos e tanto admiramos pela expressão de paz!